Escola Sócio Construtivista
1- Construtivismo: Piaget
2- Sociointeracionismo: Vygotsky
Sócio Construtivista: Piaget e Vygotsky
1- Construtivismo:
Educar é dar condições ao aluno de construir com o auxílio do professor, seu processo de ensino e aprendizagem, adquirindo uma consciência cada vez maior das questões sociais e culturais que os envolvem, visando torna-lo um cidadão ao longo da vida escolar. Cabe à escola dar pleno significado a tudo o que se ensina ao aluno.
O conhecimento é construído a partir dos conceitos aprendidos um com o outro.
A função do professor, diante da situação criada pelos meios de comunicação de massa, é mediar a busca do conhecimento, explicitando as dificuldades.
2- Sociointeracionismo:
Visa à necessidade de formar a cidadania e criar responsabilidade social nas crianças desde pequenas. O aspecto básico da educação era trabalhar a consciência individual para a participação na sociedade por meio da internalização de conceitos (questão central é a aquisição de conhecimentos pela interação do sujeito com o meio – sociointeracionista).
A interação social é sinônimo de diálogo. É ela que garante a constituição do sujeito em sociedade por meio da internalização de dados culturais recebidos. Isso faz com que o sujeito chegue a novas formas de comportamento e compreensão da realidade.
O Papel do Professor:
Na perspectiva tradicional: O professor é aquele que detém o conhecimento.
O professor da escola sócio-construtivista: O professor é ativo e participativo. Ele intervém na aprendizagem supondo que o aluno possui conhecimentos que podem ser reelaborados e aprofundados e dessa forma tenha oportunidade de construir seu próprio conhecimento.
Afinal para que serve a escola?
A escola precisa considerar as práticas da nossa sociedade, sejam elas de natureza econômica, política, social, cultural, ética ou moral. Tem que se considerar também os problemas específicos da comunidade local.
Por isso, é fundamental conhecer as expectativas dessa comunidade, suas necessidades, formas de sobrevivência, valores, costumes e manifestações culturais e artísticas.
O que cabe à escola?
À escola cabe ensinar, isto é, garantir a aprendizagem de certas habilidades e conteúdos que são necessários para a vida em sociedade.
É preciso que a escola traga pra dentro de seus espaços o “mundo real” do qual essas crianças e seus professores fazem parte. Ela não pode fazer de conta que o mundo é harmonioso, que não existem a devastação do meio ambiente, as guerras, a fome,a violência, porque tudo isso está presente.
A escola não pode tudo sozinha… mas está fazendo tudo que pode?
Por razões históricas, os educadores não se vêem como sujeitos de seu trabalho, capazes de interferir nos rumos da educação que PRODUZEM.
No interior da escola raramente se discute sua função social e o papel dos professores enquanto grupo, enquanto pessoas condutoras do processo pedagógico.
*Sobre a PRÁTICA PEDAGÓGICA e sua relação com a função social da escola:
1- O trabalho que desenvolvemos no dia-a-dia da sala de aula está contribuindo para formar que tipo de homem, mundo e sociedade?
2- O aluno tem voz? Tem vez? Tem espaços para colocar suas opiniões na sala de aula?
3- Porque trabalhamos as atividades e os assuntos do jeito que trabalhamos? Como pensamos que os alunos aprendem?
4- E os pais participam das decisões? Quais? Como?
As mordidas
Enquanto não aprende a falar direito, é comum a criança recorrer a atitudes nem sempre aceitáveis, como dar mordidas, para expressar sua insatisação.
A carinha de anjo, o sorriso encantador. Mas de repente, quando contrariado, aquele doce de criança não titubeia: avança e morde. E o pior, sem nenhuma restrição ao alvo de seus ataques, o que significa distribuir mordidas para quem quer que seja, da avó ao amiguinho.
Esse tipo de atitude costuma escandalizar os pais, principalmente os de primeira viagem, mas é muito normal na faixa de idade entre um e dois anos.
Sem saber se expressar verbalmente com desenvoltura, a garotada acaba recorrendo a tapas, empurrões, puxão de cabelo e principalmente dentadas, para demonstrar seu descontentamento com alguma situação.
Muitas vezes a fase da mordida coincide com a entrada na escola ou com a chegada de um irmãozinho.
Em ambos os casos, forçado a compartilhar brinquedos e atenção – o que pode ser demais para quem estava acostumado, até então, a ser alvo de todos os olhares e a ter seus desejos imediatamente atendidos, o baixinho reage aos conflitos com dentadas no braço, na mão e até no rosto do amiguinho ou irmão.
O que fazer???
Apesar de esse tipo de comportamento não durar muito tempo – é uma fase passageira – não pode deixar de ser reprimido, claro.
Na maioria das escolas, a atitude tomada é mostrar que a mordida machuca o colega e não deve ser repetida.
O “troco” que a criança recebe quando avança na outra e que vem na forma de tapas ou mordidas, também serve para mostrar que ela passou dos limites.
Em casa, é aconselhével que os pais sigam a atitude da escola e reajam com firmeza.
Mesmo nos casos em que a criança morde fraquinho, fazendo graça, é importante conter o riso e dizer de forma enfática, sem necessidade de gritar, que mordida dói.
Se o pequeno insistir na “técnica”, o mais indicado é recorrer à conversa, deixando a criança sentar pôr alguns minutos, longe das brincadeiras com os outros – o que é suficiente para indicar que papai e mamãe estão descontentes.
Aos poucos, com o tempo e com um maior domínio da fala, a criança tende a trocar as mordidas pelas palavras, num enfrentamento mais verbal do que físico.
Muito raramente, ela vai continuar mordendo depois dos três anos, quando já aprendeu a se comunicar melhor.
Pai ou mãe: quem dá a palavra final?
Para o pai, uma balinha antes do almoço não faz tanto mal. Já a mãe, não quer ceder. Nada de doces antes das refeições, de jeito nenhum. No meio desse impasse, a criança fica sem saber ao certo como agir. Nos pequenos detalhes do dia-a-dia podem surgir muitas divergências na forma de educar o filho.
Com o passar dos anos, essas divergências tendem a aumentar: em que escola ele vai estudar, que idioma é prioridade, fazer natação ou vôlei, ficar de olho nos desenhos que ele vê ou deixá-lo livre para escolha.
“Quando o casal convive há algum tempo, existe uma linha mestra que define os valores ou a ética familiar, aquilo que é realmente importante. As divergências mais graves são mais raras o que importa é manter a coerência entre os pais quanto às regras para a educação da criança”, diz a psicóloga Lourdes Brunini, autora do livro Como Entender e Criar o Seu Filho para a Vida (Áurea Editora).
Filhos de pais separados
E quando o assunto é educação dos filhos, as divergências podem ser maiores entre os casais separados. Por isso, aumenta a necessidade de conversarem e avaliarem, de comum acordo, o que é melhor para a criança. Afinal, eles deixaram de ser marido e mulher, mas serão sempre os pais. Contrariar regras já estabelecidas pode prejudicar a criança. Ou seja, na medida do possível, o que vale na casa do pai, deve valer também, na da mãe. Para que ela não ache que um é bonzinho e o outro, o vilão.
Para filhos frutos de relacionamentos passageiros, a história pode mudar um pouco. Como não houve um tempo de convivência aos pais, a sintonia com relação à educação fica comprometida. “Nesses casos, geralmente, prevalecem os valores de quem cria.”
Conversando, a gente se entende
Em qualquer situação, no entando, o fundamental é os pais manterem o diálogo e, diante do impasse causado por uma pergunta ou solicitação do filho, dizer sem medo. “Eu e o papai vamos conversar e decidir o que fazer. O que não pode é começar uma dicussão ou cada um dizer uma coisa, e pronto, Quando isso acontece, a criança ica com a impressão que pode, mas nem tanto; que é, mas não muito. Com o passar do tempo, as discordâncias geram instabilidade. Alteração de humor e medo de lidar com o mundo externo. Os pais têm que ter equilíbrio suficiente para não fazer de um desentendimento uma tragédia.”
O importante também, diz a psicóloga, é deixar claro para o filho que tanto o pai quanto a mãe são responsáveis por ele, e que decidem, juntos, o que deverá ser feito.
O outro ponto de vista
Mas será que esse desencontro de opiniões é tão ruim quanto parece? “Nem sempre. Às vezes, as diferenças podem contribuir para educação dos filhos. Eles aprendem a importância do diálogo, por exemplo. Passam a saber, também, que as pessoas, por mais envolvidas que sejam, são únicas, têm opiniões próprias, e que é necessário saber respeitar o outro; que o relacionamento é tão feito de carinho, quanto de mágoa.”
Quem é mais exigente: ele ou ela?
“O pai de hoje é muito diferente”, diz a Dra. Brunini. O motivo? “A mãe está sobrecarregada em função do trabalho. Além disso, tem que cuidar da casa, dos filhos e se cobra muito por isso. O limite do melhor, hoje, é mais testado. Ela tem que ser competente em todas as áreas. Com isso, está com menos flexibilidade para ceder.”
“O sentido de valor não depende só da família. Se ela não for estruturada o bastante para socializar a criança, colocar o limite, o mundo o fará, e de uma maneira mais dolorosa”, conclui a psicóloga.
Crianças sem limites, adolescentes em perigo
Mais do que uma questão de ideologia ou estilo, dizer “não” aos filhos é uma questão de saúde. A incapacidade de lidar com a frustração pode, no futuro, levar à sociopatia e ao crime.
Não é questão de estilo, costume, ideologia ou tradição. Dar limites às crianças é questão de saúde. E cada vez mais vem se tomando uma questão social. Limites são a base do desenvolvimento emocional dos pequenos, condição indispensável para que cresçam aptos a conviver, a respeitar pessoas e leis, a circularem meio à diversidade de rostos, jeitos e idéias. Sustentar uma postura efetiva dizendo não quando é necessário – sem justificativas ou negociações e amparando a garotada na frustração natural que tudo isso causa – continua sendo indispensável e inevitável como sempre, por mais dificuldade que os pais tenham hoje em dia.
Não há como negar: o futuro de crianças sem limite passa perto da psicopatia e da sociopatia. É isto que está em jogo nos momentos mais simples de cada dia. E difícil competir com a cultura da satisfação imediata que alimenta o consumo irrestrito. E duro negar brinquedinhos e doces se eles estão ali, bem à mão, em qualquer prateleira. Parece sovinice deixar os “filhos com vontade” quando alguns trocados ou um cartão de crédito resolvem a parada.
Tudo o que ecoa em volta dos pais parece dizer “compre”, “de”, “seja legal”… o que as crianças dizem porém, é outra coisa. Elas querem apenas que os adultos a ajudem a administrar os impulsos que comandam aqueles vagalhões de pedidos. E precisam sobre tudo, de consolo para suportar as angústias e a raiva bruta que sentem ao encarar os impulsos não satisfeitos. Em uma palavra: elas pedem para serem humanizadas. Suas vontades não representam somente necessidades a serem atingidas. Ao contrário, grande parte delas é a expressão da onipotência primitiva, que vai, gratuitamente se transormando em senso de realidade e capacidade de afeto. E isso só acontece quando os impulsos chocam-se com os fatos, quando o bebe começa a perceber que as coisas têm seu próprio tempo e modo para acontecer.
A primeira lição que os pequenos tiram dessa história é que não se morre quando os impulsos não são satisfeitos. Saber que a vida resiste a estas sensações trágicas é um avanço e tanto. E o grande aprendizado neste processo é que, além disso, existe uma outra sensação de prazer, mais duradoura do que a satisfação imediata, que é a noção básica do desejo, a energia que permite batalhar por coisas na vida, a essência que faz alguém se sentir feliz.
É o limite acolhedor que permite construir a capacidade de afeto, imprescindível para que crianças, adolescentes e adultos possam respeitar os outros e a si próprios. É mais trabalhoso agir assim, mas não há alternativa. Qualquer conduta dos pais entra em colapso rapidamente se estiver baseada na falta de limites. Sem conduta, tudo à mercê do humor dos adultos. Isso é autoritarismo. Nestas condições, a vítima menor tem que dar conta sozinha dos seus impulsos e sentimentos. E do abandono.
Assim se mantém o impulso intacto. Daí porque os pequenos ficam “pidões”, insaciáveis e compulsivos. Preserva-se o medo daqueles sentimentos brutos, que não se processam e não se lapidam na falta de ajuda dos adultos. E, para suportar esse sofrimento todo, eles precisam se virar como podem. Muitas vezes parecem “hiperativos”. Os sinais desse desamparo surgem na agressividade, na irritação fácil, no medo excessivo. Ao crescer no mesmo abandono, os problemas se potencializam.
É um caminho cada vez mais comum. Adolescente e adultos abandonados estarão sempre em busca da satisfação para seus impulsos. Surgem daí os sociopatas, que terão sempre um bom motivo para brigar e depredar, que sempre cobrarão dos outros a ajuda que julgam merecer. E crescem daí os psicopatas, sem crítica, sem medo e sem culpa, indiferentes à dor alheia, tão frágeis que precisam eliminar qualquer fonte de incômodo e frustração, mesmo que isso seja a vida de outras pessoas.
São pessoas assim, com maior ou menor nível de desespero, que se sentem impelidas a sacar a arma numa simples discussão de trânsito, que matam por não suportar uma separação, que executam desafetos na escola, que queimam mendigos. São a cima de tudo, filhos da falta de limites, a imagem de uma infância efetivamente abandonada. E é nesta imagem que os pais podem atentar para dizer não, com carinho e em nome da vida.
texto publicado no Jornal da Tarde, escrito pelos psicólogos Ivan Capelatto e Angela Minatti.
Mensagens
“Não há educação fora das sociedades humanas e não há homens isolados. O homem, e somente o homem é capaz de discernir, de distinguir o “ser” do “não ser”, com esta capacidade ele alcança o ontem, reconhece o hoje e descobre o amanhã. Ao constatar essa realidade, ele se integra e se enraíza, em uma situação de tempo e espaço, tornando-se assim um ser crítico, que vive em transição.” (Paulo Freire)
“Somente através de uma transformação profunda na consciência dos homens é que se poderá atingir uma sociedade mais humana, menos injusta, mais digna de ser vivida, a fim de poder realmente desfrutar com alegria do privilégio de viver, criar e conviver. E esta transformação só poderá ser obtida, a meu ver, através de um processo educacional global e renovado, que parte da base, e que mature através de gerações, e que, por isso mesmo, não pode mais ser adiado”
(Geraldo Jordão Pereira)
“Brincar com as crianças não é perder tempo, é ganhá-lo, se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados, em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Mensagem sobre educação
Era uma vez um menino. Ele era bastante pequeno. E ela era uma grande escola. Mas quando o menininho descobriu que podia ir a sua sala, caminhando, através da porta, ele ficou feliz. E a escola não parecia mais tão grande quanto antes.
Uma manhã, quando o menininho estava na escola, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer um desenho.
- Que bom! Pensou o menino. Ele gostava de fazer desenhos. Ele poderia fazer de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas, trens, barcos,; e ele pegou sua caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse:
- Esperem! Ainda não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora – disse a professora – nós iremos desenhar flores.
- Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores. E começou a desenhar flores com seu lápis de cor rosa, laranja e azul. Mas a professora disse:
- Esperem! Vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com caule verde.
No outro dia, quando menininho estava em aula, ao ar livre, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com barro.
- Que bom! Pensou o menininho, ele gostava de barro.
Ele podia fazer todas as coisas com barro: elefante, camundongos, carros e caminhões. Ele começou a juntar e amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse:
- Esperem! Não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivemos prontos.
Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.
- Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:
- Esperem! Eu vou mostrar como se faz. E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo. – Assim – disse a professora – Agora podem começar.
O menininho olhou para o prato da professora. Então olhou para seu próprio prato. Ele gostava mais do seu próprio prato do que o da professora. Mas ele não podia dizer isso. Ele amassou o seu barro numa grande bola novamente, e fez um prato igual ao da professora. Era um prato fundo. E muito cedo, o menininho aprendeu a esperar e a olhar, a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo, ele não fazia mais as coisas por si próprio.
Então aconteceu de o menino e sua família mudarem-se para outra casa, em outra cidade, e o menininho tinha que ir pra outra escola. Esta escola era maior do que a primeira. E não havia porta da rua nesta escola.
E no primeiro dia ele estava lá. A professora disse:
- Hoje nós faremos um desenho – Que bom! Pensou o menininho, e esperou que a professora dissesse o que fazer. Mas a professora não disse. Ela apenas andava pela sala. Foi até ele e falou:
- Você não quer desenhar?
- Sim, disse o menininho, o que é que nós vamos fazer?
- Eu não sei, até que você o faça, disse a professora.
- Como eu posso fazê-lo? Perguntou o menininho.
- Da maneira que você gostar, disse a professora.
- De que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu vou saber quem fez o quê e qual o desenho de cada um?
- Eu não sei, disse o menininho.
E ele começoou a desenhar a flor vermelha com o caule verde. |